Pesquise matéria nesse blog

Carregando...

Depois da moda de ser bispos e pastores pegar, agora é a vez dos "queimas-roscas"


Aliás são filhos da luz ou das trevas, leia atos dos apóstolos e tire suas próprias conclusões.

Vidro de veículo do bispo Alan Luz foi atingido por tiro; 'não me atingiu por um milímetro', diz (Foto: Alan Luz/Facebook/Reprodução)Vidro de veículo do bispo Alan Luz foi atingido por tiro; 'Não me atingiu por um milímetro' diz (Foto: Alan Luz/Facebook/Reprodução)
O bispo de uma igreja LGBT que sofreu uma tentativa de homicídio na noite desta quarta-feira (21) em Fortaleza afirma que "não foi a primeira ameaça que sofreu" por aceitar fiéis homossexuais. "Já sofremos vários tipos de ameaça em mensagens de celular anônima dizendo 'vocês merecem ir pro inferno', 'qualquer dia eu entro nessa igreja com uma bomba' e outras mensagens ofensivas", diz.

Os tiros atingiram os vidros do carro, cujos estilhaços causaram ferimentos leves no bispo e na passageira. "Fisicamente foram apenas ferimentos leves, graças a Deus, mas emotivamente foi um atentado muito forte", relatou ao 
G1.Na noite de quarta-feira, após sair de uma rádio onde apresenta um programa sobre teologia e diversidade sexual, o bispo Alan Luz foi perseguido por dois homens em um carro que disparam tiros contra ele e uma passageira no veículo de Alan.
Em nota, a Polícia Civil do Ceará afirma que contra o crime Alan Jessé Luz, da Igreja Apostólica Filhos da Luz, foi registrado no 30º Distrito Policial e, posteriormente, transferido para a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa. O inquérito referente o caso é presidido pela delegada Socorro Portela, diretora da Divisão. Alan Luz conta que recebeu um telefonema da delegada na noite desta quinta-feira (22), que tentou acalmá-lo e mantê-lo seguro.
De acordo com a Polícia Civil, o crime é investigado como tentativa de homicídio e crime de ódio, já que há suspeita de que o atentado tenha sido motivado pela relação entre o bispo e o público LGBT que visita sua igreja.
Igreja Filhos da Luz
  •  
Alan Luz é líder há três anos da Igreja Filhos da Luz, em Fortaleza (Foto: Alan Luz/Arquivo pessoal)Alan Luz é líder há três anos da Igreja Filhos da Luz, em Fortaleza (Foto: Alan Luz/Arquivo pessoal)









Alan Luz é bispo da Igreja Filhos da Luz, no Bairro Benfica, em Fortaleza. Ele afirma que a igreja é "absolutamente normal", com a "única diferença" de que acolhe o público LGBT. "É uma igreja cristã, com ordem normativa e todo o processo da palavra e louvor. A única diferença é que nós acolhemos a diversidade e temos como líder um bispo homoafetivo."
A igreja funciona há três anos, com público heterossexual e homossexual. "Não temos nenhuma restrição. A igreja acolhe a todos e isso alguma pessoas não entendem, o que gera as ameaças", relata.
Apesar das ameaças, ele conta que vai manter a igreja, mas teme pela segurança dos frequentadores. "Isso só me fez ter mais fé, garra e determinação para continuar.
"

Árabe é a língua que mais cresce nos EUA


Árabe é a língua que mais cresce nos EUA

Douglas Ernst
A grande mistura racial nos EUA está rapidamente se tornando a “mistura árabe.”
Muçulmanos participam do Dia do Muçulmano em Oklahoma na Assembleia Legislativa do Estado de Oklahoma em 27 de fevereiro de 2015
A língua que mais cresce nos EUA entre aproximadamente 63 milhões de residentes que não falam inglês é o árabe, concluiu a Pesquisa das Comunidades Americanas da Agência de Recenseamento em 2014.
As constatações foram anunciadas na segunda-feira.
Dados governamentais obtidos pela Associated Press na terça-feira indicam que a política de imigração de Obama está agravando o problema.
Aproximadamente 280.000 imigrantes muçulmanos agora entram nos EUA a cada ano como imigrantes permanentemente reassentados, trabalhadores estrangeiros, refugiados e estudantes estrangeiros, informou o Breitbart.

Você avisaria o Lula ou não?

Tubarão com fome

Casamento poliafetivo com três Lésbicas, O Brasil quando passou para esquerda (PT) já virou um Cabaré oficializado

A união estável foi celebrada na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. As "noivas"não deram entrevistas e nem divulgaram fotos. (a lua de mel será o maior chupa-chupa)
A foto ilustrando a matéria é de bandalha semelhante ocorrida nas cercanias de Boston, EUA. Há pouco mais de uma semana, o Brasil registrou sua primeira união estável entre três mulheres. O local escolhido para a formalização foi o 15.º Ofício de Notas do Rio, localizado na Barra da Tijuca, zona oeste. De acordo com o Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM), este é o segundo trio que declara oficialmente uma relação. O primeiro caso aconteceu em Tupã, no interior de São Paulo, em 2012. Na ocasião, um homem e duas mulheres procuraram um cartório para registrar a relação.

Com medo de serem hostilizadas, as três mulheres preferiram não dar entrevista. De acordo com a tabeliã Fernanda de Freitas Leitão, que celebrou a união, o fundamento jurídico para a formalização desse tipo de união é o mesmo estabelecido na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2011, ao reconhecer legalmente os casais homossexuais.

"Não existe uma lei específica para esse trio, tampouco existe para o casal homoafetivo. Isso foi uma construção a partir da decisão do STF, que discriminou todo o fundamento e os princípios que reconheceram a união homoafetiva como digna de proteção jurídica. E qual foi essa base? O princípio da dignidade humana e de que o conceito de família é plural e aberto.

Além disso, no civil, o que não está vedado, está permitido", explicou a tabeliã.

O presidente do IBDFAM, Rodrigo Pereira, declarou que a relação entre três pessoas é reconhecida quando for caracterizada como núcleo familiar único.

"Essas três mulheres constituíram uma família. É diferente do que chamamos de família simultânea (casais homo ou heterossexuais). Há milhares de pessoas no Brasil que são casadas, mas têm outras famílias. Esses são núcleos familiares distintos. Essas uniões de três ou mais pessoas vivendo sob o mesmo teto nós estamos chamando de famílias poliafetivas", afirmou Pereira.

Por lei, uma mesma pessoa não pode se casar com outras duas. Mas o caso do trio é diferente por ser visto como uma união única.

Rio registra primeira união estável realizada entre três mulheres
Tabeliã Fernanda de Freitas Leitão, registrou união sob 
alegação de que o que não está vedado é permitido

Filho. Além da união estável em si, as três mulheres fizeram testamentos patrimoniais e vitais. O próximo passo delas é gerar um filho por meio de inseminação artificial. Por isso, a declaração da relação foi acompanhada dos testamentos, que estabelecem a divisão de bens e entregam para as parceiras a decisão sobre questões médicas das três cônjuges.

Para a tabeliã, os documentos poderão ser válidos caso, no futuro, a relação estável do trio resulte em processos judiciais, já que não há leis específicas para o caso.

"Essa união estável permitirá a elas que possam pleitear os mesmos direitos de outros casais. Mas a gente não tem a ilusão de que elas chegarão no plano de saúde, no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e tudo vai ser automático. Provavelmente, vão ter de acionar o Judiciário, mas terão o respaldo do reconhecimento", apontou Fernanda, para quem os laços de afetividade, desde a Constituição de 1988, são a base do Direito de Família para decisões não previstas em lei.

Direitos. Pereira explica que todos os direitos concedidos aos casais com união estável devem ser garantidos ao trio de mulheres. "A proteção legal deve ser a mesma. Ainda não tem jurisprudência, porque isso está começando. Isso é novo para o Direito, mas não tem uma verdade única. A família é um elemento da cultura, sofre variações", completou.

Segundo Fernanda, o cartório foi um dos primeiros do Rio a oficializar uniões homossexuais e já tinha sido procurado por outros trios, que não chegaram a finalizar o trâmite. As três mulheres procuraram o cartório duas semanas antes da data de assinatura da declaração da relação. Como em qualquer outra união estável, o único documento exigido é a carteira de identidade e, quem requisitar o registro, precisa ter mais de 18 anos.

Estudante que vendia bombons no ônibus se gradua em medicina

Jessé Soares conquistou registro profissional na quarta-feira (20).

Médico conseguiu trabalho em hospital do interior do Pará.


Médico diz que certeza de vida melhor foi motivação para continuar os estudos (Foto: Jessé Soares / Arquivo Pessoal)(Foto: Jessé Soares / Arquivo Pessoal)
Assim como sua paciente, a trajetória do médico também teve momentos em que foi preciso levantar para ver tudo ficar bem: o jovem que vendia bombons nos ônibus de Belém para pagar as despesas com material da faculdade de medicina da Universidade do Estado do Pará (UEPA) concluiu o curso e conseguiu seu registro profissional na última quarta-feira  (20).
"Foram vários momentos em que batia uma angústia de querer estudar e não ter condições, mas sempre vinha um sentimento de que, quando eu terminasse, as coisas seriam melhores. E estão melhorando", comemora.
"A senhora pode ficar tranquila, tome este remédio que o bebê está bem", recomenda o médico Jessé Soares a uma paciente que procurou atendimento no hospital de Limoeiro do Ajuru, onde o jovem trabalha há cerca de um mês. "Ela está grávida e caiu, mas vai ficar tudo bem", explica.
Casado e pai de duas meninas, Soares diz que espera receber o primeiro salário para poder comemorar a conquista com amigos e a família. "A cerimônia na universidade foi simples, agora aguardo o fim do mês para receber e fazer uma comemoração com os amigos", disse.
Segundo Soares, o próximo desafio é escolher uma área de especialização, que pode ser oncologia ou neurocirurgia. "Estou estabilizando minha vida para fazer residência. Eu quero oncologia ou neuro, que são áreas que exigem bastante dedicação e estudo. Ainda não decidi se vou fazer as provas no final do ano ou em 2016", relata.
Jovem divulgou uma foto sua com a mensagem 'Jessé Soares: estudante de medicina e vendedor de rua" (Foto: Jessé Soares / Arquivo pessoal)Jovem divulgou uma foto sua com a mensagem
'Jessé Soares: estudante de medicina e
vendedor de rua" para conseguir doações para
concluir o curso
(Foto: Jessé Soares / Arquivo pessoal)
Determinação
Soares nasceu em Limoeiro do Ajuru, cidade com 25 mil habitantes localizada no nordeste do Pará, perto da ilha do Marajó. Ele conta que passou mais da metade dos seus 25 anos no município, completando o ensino médio graças ao esforço da mãe, agente comunitária de saúde, e do pai, carpinteiro. Como outros ribeirinhos, Soares aprendeu a pescar, colocar armadilhas no rio para capturar camarões, subir no açaizeiro, e as técnicas da marcenaria para produzir móveis e utilitários.
Sua primeira aprovação no ensino superior foi no curso de licenciatura em física, mas a pontuação obtida pelo então calouro garantiria vagas em cursos mais concorridos - foi daí que ele decidiu, em 2009, tentar cursar medicina.

A minha história é legal porque terminou bem, mas não desejo o que eu passei para ninguém."
Jessé Soares, médico
O jovem foi aprovado e se mudou para um quitinete no bairro do Guamá, em Belém. No mesmo ano, a namorada dos tempos de cursinho ficou grávida da primeira filha do casal. Com isso, aumentaram os gastos, e o jovem precisou completar a renda vendendo bombons por R$ 0,50 nos coletivos da capital.

Porém, o tempo que o jovem gastava nos coletivos limitava as horas disponíveis para o estudo. Para conseguir se graduar, Jessé fez uma campanha nas redes sociais em 2013, arrecadando dinheiro suficiente para se manter até o final do curso. Segundo Soares, sua dificuldade serviu de motivação para garantir o futuro das filhas Ewelyn e Ana Clara. "Eu vou investir na educação delas, para que não aconteça com elas o que aconteça comigo. A minha história é legal porque terminou bem, mas não desejo o que eu passei para ninguém. Espero que elas tenham uma vida mais fácil", disse

.

Entrevista com Dilma, ônibus e cheque sem fundo - Oval Nacional 20/08

2

'Igreja é homofóbica, cheia de medo e ódio', diz padre gay afastado pelo Vaticano por liberar a rosca


Charamsa: 'Quem viveu tanto tempo no armário precisa de uma palavra de aceitação, esperança, reconhecimento de sua dignidade' (Foto: Liane Aguiar/BBC Brasil)
Sacerdote católico há 17 anos, o polonês Krysztof Charamsa, de 43 anos, causou alvoroço dentro e fora do Vaticano após se declarar homossexual e apresentar seu companheiro, o catalão Eduard Planas, em Roma.
Para o anúncio, o padre escolheu uma data estratégica: dia 3, véspera do início do Sínodo de Bispos, reunião em que líderes da Igreja Católica discutem, até 24 de outubro, questões relacionadas à família.
Charamsa também tornou público seu "Manifesto de liberação gay", no qual pede o fim da discriminação de pessoas homossexuais por parte da Igreja Católica.Em entrevista à BBC Brasil, ele defendeu o anúncio naquele momento por acreditar que "um sínodo que quer falar da família não pode excluir nenhum modelo familiar. Homossexuais, lésbicas e transexuais têm direito ao amor e a construir famílias".
Após o anúncio, o padre Charamsa foi afastado de seu trabalho como funcionário da Congregação para a Doutrina da Fé (o antigo Santo Ofício, cuja função é promover e tutelar a doutrina da fé e da moral em todo o mundo católico), em que também era secretário-adjunto da Comissão Internacional Teológica. Além disso, foi demitido das duas universidades católicas em que dava aulas, em Roma.
Apesar das consequências imediatas, afirma que sente aliviado. "Sou um padre gay e estou feliz em poder dizer isso abertamente", declara nesta entrevista, concedida em um hotel em Badalona, perto de Barcelona, na Espanha.
BBC Brasil – Após anunciar sua homossexualidade, o senhor tem recebido demonstrações de apoio e críticas. Como vê a repercussão da sua declaração?
Krysztof Charamsa – Por parte do Vaticano, a consequência foi automática. Perdi meu trabalho na Congregação e nas universidades pontifícias. Por outro lado, tenho recebido palavras de conforto, apoio, gratidão e relatos de pessoas que se sentem identificadas e liberadas com meu gesto. Admito que foi um gesto dramático, quase de desespero diante de uma igreja que considero homofóbica, cheia de medo e ódio. Eu vivi o pesadelo da homofobia da minha igreja.
Charamsa com namorado; ele foi suspenso de seus cargos  (Foto: Alessandra Tarantino/AP)Charamsa com namorado; ele foi suspenso de seus cargos (Foto: Alessandra Tarantino/AP)








BBC Brasil – Por que o senhor diz que a igreja é homofóbica?
Charamsa – Porque ainda não é capaz de encarar a realidade, não deu o passo dado pela medicina e leis de alguns Estados. Não há nada o que curar na homossexualidade, não é delito ser homossexual. Não se pode viver toda a vida no armário, numa quase esquizofrenia de não aceitação de si mesmo. Você não pode imaginar o sentimento de culpa de um gay crente! A mentalidade cristã fundiu em nós que ser homossexual é pecaminoso e diabólico.
BBC Brasil – Qual é o desafio da Igreja Católica para atrair esse coletivo?
Charamsa – A igreja não faz nada para atrair essas pessoas! Eu trabalhava na Congregação para a Doutrina da Fé, que preparou, de 1975 até hoje, quatro documentos sobre a homossexualidade. Todos se referem aos homossexuais em termos negativos, não à luz da ciência moderna. Os documentos dizem que todo desejo ou ato homossexual não é humano. Como se pode falar assim de uma grande comunidade que sempre existiu em cada época da história?
BBC Brasil – Quando o senhor decidiu que era o momento de dizer ao mundo que é gay?
Charamsa – Sair do armário é um processo difícil e longo, mas hoje vejo o quanto foi necessário e salvífico para mim, me fez feliz, me fez forte. Ao tomar essa decisão, pensei também nas pessoas que por anos vivem em um armário de medo e de ódio.
 Charamsa ainda acredita que a Igreja Católica aceitará o sacerdócio sem o celibato  (Foto: Liane Aguiar/BBC Brasil)
Charamsa ainda acredita que a Igreja Católica

aceitará o sacerdócio sem o celibato (Foto: Liane

Aguiar/BBC Brasil)
BBC Brasil – Por que resolveu fazer esse anúncio justo às vésperas do início do Sínodo de Bispos?
Charamsa – Eu queria chamar a atenção da minha igreja que um sínodo que quer falar da família não pode excluir nenhum modelo familiar. Homossexuais, lésbicas e transexuais têm direito ao amor e a construir famílias. Mas até agora o assunto foi marginalizado e estigmatizado.
BBC Brasil – O sr. acredita que a Igreja Católica admitirá o sacerdócio sem celibato?
Charamsa – Isso certamente acontecerá. Diferente da igreja latina, na oriental um padre pode escolher ser celibatário ou casado. Celibato não é uma verdade de fé, é uma disciplina, uma imposição. Vamos em direção a um celibato opcional, muito mais saudável.
BBC Brasil – No Brasil, o Congresso discute o Estatuto da Família, que delimita o conceito de família para homem, mulher e filhos. Até que ponto a igreja influencia discussões desse tipo?
Charamsa – A igreja é uma autoridade mundial e em países latino-americanos sua influência é muito forte, mas pode ser fonte de profundo sofrimento. A igreja tem a ideia falsa de que homossexuais não podem formar família. Acredita que só buscam sexo. Isso é horrível. Não somos maníacos que buscam prazer sexual, somos humanos que buscam amor.
BBC Brasil – Nos últimos anos, a Igreja Católica no Brasil tem perdido fiéis para outras igrejas. Qual o desafio diante desse êxodo?
Charamsa – No Brasil, algumas comunidades evangélicas deram um passo importante para entender os homossexuais. Na Europa, entre anglicanos e evangélicos, já há um pensamento mais adequado sobre homossexualidade. A ética sexual necessita de uma profunda revolução, adequada a uma nova consciência de humanidade e sexualidade.
BBC Brasil – O senhor disse que lhe emocionaram as palavras do papa Francisco, voltando de uma viagem ao Brasil, quando afirmou: "Quem sou eu para julgar um gay?". Por que lhe marcou?
Charamsa – Estou muito agradecido ao papa Francisco, ele é um verdadeiro homem de Deus. As pessoas veem sua transparência, sua verdade, querem escutá-lo. O papa Francisco disse essa frase, mas na igreja há uma instrução de 2005 que julga todos os gays e contradiz suas palavras.
BBC Brasil – O senhor escreveu ao papa para explicar a declaração que faria. Acha que ele vai responder sua carta?
Charamsa – Não sei. Mas comuniquei ao papa Francisco meu estado de ânimo, de alma, de coração. Pedi que a reunião de bispos que ele preside possa discutir não somente a família heterossexual, mas todas as famílias.
BBC Brasil – Acha que a igreja vai proibi-lo de exercer o sacerdócio?
Charamsa – Sim, é possível.
BBC Brasil – Que planos o senhor tem? Pensa ser ativista dos gays católicos?
Charamsa – Ainda não sei, mas penso servir os valores da minha vocação. Sou um padre chamado por Deus como homossexual. Quem viveu tanto tempo no armário precisa de uma palavra de aceitação, esperança, reconhecimento de sua dignidade. Esta é a mensagem do cristianismo: o que podemos dar a esse mundo senão o amor?

Agora eu entendo por que o Joaquim Barbosa se aposentou', diz Nardes

O ministro Augusto Nardes durante sessão do TCU; tribunal rejeitou pedido do governo para afastá-lo da relatoria das contas de Dilma
O ministro Augusto Nardes durante sessão do TCU que reprovou as contas de Dilma de 2014
"Agora eu entendo por que o Joaquim Barbosa se aposentou", disse o ministro Augusto Nardes depois que o TCU (Tribunal de Contas da União) rejeitou, por unanimidade, a prestação de contas de 2014 da presidente Dilma Rousseff.
A declaração, em referência ao ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), que foi relator do mensalão e deixou o tribunal depois do caso, ganhou tom de desabafo depois que Nardes virou o principal alvo do governo para tentar adiar a análise do balanço. O Planalto acusou o ministro de atuar com parcialidade e tentou afastá-lo da relatoria do processo. A manobra acabou barrada pelo próprio TCU e pelo STF.
Nardes, no entanto, disse que não pretende seguir os caminhos de Barbosa que antecipou sua saída da corte em dez anos. "De certa forma, vou dizer de uma palavra, não sei se vou seguir o mesmo caminho, é bem provável que não, agora,eu entendo porque o Joaquim Barbosa se aposentou. O momento é muito tenso e eu estaria muito triste se tivesse evitado que o tribunal julgasse. Seria um gesto contra democracia, não contra mim", afirmou.
O ministro contou que, ao longo do processo, sua assessoria recebeu diversos telefonemas com ameaças de morte e que, por isso, ele passou a andar acompanha por seguranças do TCU.
Ele disse ainda que chegou a ser assaltado no Rio de Janeiro por um indivíduo que estava dando umas "pedaladas" numa bicicleta e rasgou sua blusa ao tentar levar um cordão. No episódio, ele estava sem os seguranças.
Questionado se ele ainda se sentia ameaçado, Nardes desconversou. "Agora eu me sinto aliviado. Depois de votar as contas, espero que a gente possa voltar a ter uma vida normal", afirmou o ministro, que não acusou diretamente ninguém e disse ter medo da atuação de algum radical.
ALERTA ECONÔMICO
O ministro ainda avaliou que a decisão do tribunal é histórica e representa um passo importante para mudar o estilo de governança do país. Segundo Nardes, a Previdência do país vive uma situação catastrófica e o Brasil corre o risco de enfrentar os mesmos problemas econômicos da Grécia.
"O deficit da Previdência para o ano que vem se aproxima de R$ 200 bilhões. Se não tomarmos atitudes com coragem de propor a rejeição das contas eu acredito que em curto espaço de tempo o Brasil terá dificuldade de pagar em dia os funcionários público como todos", disse.
Para Nardes, a decisão do tribunal representa um alerta para a sociedade e para o governo. Ele disse que é "preciso dar um basta nesse tipo de comportamento de gastar sem limite e sem arrecadação".

Perguntado se as irregularidades confirmadas pelo TCU continuam a ocorrer em 2015, a equipe técnica do tribunal informou que estão apurando se os problemas persistem, mas que ainda é prematuro dizer que eles não foram sanados. A intenção, no entanto, é evitar que os problemas só sejam apontados na prestação que será apresentada em 2016. "Nossa intenção é aturar o mais tempestivamente", Leonardo Albernaz, diretor da área técnica

Com a chegada de mais de 300 mil imigrantes, Europa vive crise; veja as consequências em nove países

O aumento na chegada de imigrantes, puxada por refugiados vindos da Síria, do Afeganistão e de outras regiões de conflito, tem causado transtornos à Europa.
Desde o início de 2015, a Acnur (agência das Nações Unidas para refugiados) estima que mais de 300 mil imigrantes tenham cruzado o Mediterrâneo para chegar ao continente europeu. Principais pontos de entrada, Grécia e Itália receberam neste ano, respectivamente, 200 mil e 110 mil pessoas, segundo os últimos números divulgados. Relatórios anteriores também apontavam que 1.953 imigrantes se dirigiram à Espanha, e 94, a Malta.
No mesmo período, ao menos 2.500 migrantes e refugiados morreram afogados ao tentar atravessar o Mediterrâneoem embarcações precárias.
O fluxo tem causado crises humanitárias no continente, bem como aumentado a preocupação de alguns países em relação à segurança de suas fronteiras e com ataques xenófobos. Saiba quais são os principais problemas em cada país envolvido.

GRÉCIA

TOPSHOTS Migrants get out of an inflatable boat as they arrive on the Greek island of Kos after crossing a part of the Aegean Sea between Turkey and Greece on August 13, 2015. Greece sent extra riot police to Kos as tensions mounted over a huge influx of migrants. The Greek government said it was "immediately" dispatching a ship to Kos to double up as an accommodation and processing centre for up to 2,500 people as around 7,000 migrants wait to apply for immigration papers. AFP PHOTO / ANGELOS TZORTZINIS ORG XMIT: ANG119

As ilhas gregas do mar Egeu –Kos em especial– se tornaram o principal porto de chegada de refugiados da Síria e do Afeganistão, entre outros. Estima-se que 200 mil pessoas já tenham chegado ao país por mar em busca de refúgio desde o início de 2015, 50 mil dos quais apenas em julho.

MACEDÔNIA

Macedonian police try to block the migrants entering Macedonia from Greece, on the border line between the two countries, near the southern Macedonia's town of Gevgelija, on Saturday, Aug. 22, 2015. About 39,000 people, mostly Syrian migrants, have been registered as passing through Macedonia in the past month, twice as many as the month before. They previously encountered little resistance at the border, but the recent influx has overwhelmed Macedonian authorities who this week declared a state of emergency and stopped many from crossing. (AP Photo/Vlatko Perkovski) ORG XMIT: XBG114

Da Grécia, os estrangeiros seguem viagem em direção a países mais ricos. Uma das rotas passa pela Macedônia, que tentou barrar até 8.000 pessoas na fronteira, usando a força policial,, mas desistiu.

SÉRVIA


TOPSHOTS Migrants board a bus to Belgrade early in the morning in Presevo on August 24, 2015. Faced with what the bloc has called its worst refugee crisis since World War II, German Chancellor Angela Merkel and French President Francois Hollande will hold talks in Berlin on Monday in a bid to give a fresh impetus to the EU's response in dealing with the situation. AFP PHOTO/ARMEND NIMANI ORG XMIT: NIM11

Muitos dos refugiados cruzam a Sérvia em trens ou até mesmo dentro de caminhões em direção à fronteira com a Hungria, país-membro da União Europeia

TOPSHOTS A migrant group walks onto the wheatland as they arrive at the Hungarian side of the joint Serbian border at Asotthalom village, southern Hungary, on July 7, 2015. Hungary's parliament on July 6, 2015, overwhelmingly approved the construction of a controversial fence on the border with Serbia to keep out migrants, under new legislation that also tightens asylum application rules. Over the last two years, Hungary has been one of the main routes for people hoping to cross into Austria and Germany, most coming from Afghanistan, Iraq, Syria and Kosovo. AFP PHOTO / CSABA SEGESVARI ORG XMIT: ATT8880

Vista por imigrantes como porta de entrada para a União Europeia, a Hungria tenta evitar a chegada de estrangeiros usando três linhas de grades com arame farpado ao longo de sua fronteira de 174 km com a Sérvia. Apenas na última quarta (26), o país afirmou ter detido 3.241 pessoas, sendo 700 menores, tentando furar o bloqueio. A intensificação do uso do país como rota migratória tem causado diversos conflitos com a polícia.

ALEMANHA


Children play as refugees wait to be processed at the first registration point of the German Federal Police in Rosenheim, southern Germany, on July 29, 2015. Hundreds of refugees arrive daily in the border region of Germany. The country, struggling with a huge influx of refugees, has been gripped by a spate of anti-foreigners rallies, violence and arson attacks against refugee homes or would-be shelters. AFP PHOTO / CHRISTOF STACHE ORG XMIT: CST007

Um dos principais destinos finais de refugiados na União Europeia, a Alemanha espera receber até 800 mil pedidos de asilo, no total, em 2015. Isso representa quatro vezes mais do que no ano anterior. O fluxo de estrangeiros tem causado o aumento do número de ações de neonazistas e outros grupos de extrema direita contra a presença de estrangeiros —202 casos de ataques xenófobos foram registrados desde o início do ano.

ÁUSTRIA


Refugees struggle for goods delivered by private people outside the asylum processing centre in Traiskirchen, Austria, August 17, 2015. Austria's treatment of asylum seekers at the centre near Vienna is "scandalous", Amnesty International said on Friday, accusing the country of neglecting homeless and hungry migrants who are flocking in record numbers to western Europe. REUTERS/Heinz-Peter Bader TPX IMAGES OF THE DAY ORG XMIT: HPB01

Outro destino comum de refugiados, a Áustria também tem recebido levas recordes de imigrantes. A Anistia Internacional qualificou de "escandaloso" o tratamento dado a solicitantes de asilo em Viena, acusando o país de negligenciar as condições de miséria e fome dos que chegam. Nesta quinta (28), foi encontrado a 40 quilômetros de Viena um caminhão-frigorífico abandonado com 71 corpos de supostos refugiados sírios em decomposição.

ITÁLIA


Migrants wait in line as they disembark from the Norwegian military ship Siem Pilot in the Italian port of Catina, on August 17, 2015. At least 49 migrants died in the hold of a boat off Italy on August 15, as the EU struggled to cope with "the worst refugee crisis since World War II", with thousands making dangerous crossings to reach Italy and Greece. AFP PHOTO / GIOVANNI ISOLINO ORG XMIT: -

Segundo o Acnur (escritório da ONU para refugiados), a Itália já recebeu 110 mil imigrantes que cruzaram o Mediterrâneo desde o início de 2015. A rota se tornou menos popular devido ao aumento da violência na Líbia, principal ponto de partida da travessia. Refugiados resgatados pela Marinha são levados à ilha de Lampedusa, onde podem pedir asilo

FRANÇA E REINO UNIDO

TOPSHOTS French riot police stand on the side of the road to prevent migrants from approaching lorries on the road leading to the ferry port in Calais, northern France, on August 5, 2015. Britain and France were to announce a new "command and control centre" on August 20 for tackling smuggling gangs in Calais, where thousands of migrants desperate to cross the Channel are living in slum-like conditions. AFP** PHOTO / PHILIPPE HUGUEN ORG XMIT: 2216

A onda de refugiados aumentou a tensão na cidade portuária francesa de Calais, de onde imigrantes tentam seguir, pelo túnel do Canal da Mancha, em direção ao Reino Unido. Londres prometeu reforçar as barreiras de segurança e o controle policial, que deve avaliar pedidos de asilo, mas também repelir aqueles que não possuem o status de refugiados.

Saiba quais são os principais conflitos que alimentam a crise de refugiados na Europa

Entenda por que sírios, afegãos, eritreus, somalis e nigerianos arriscam a vida para tentar encontrar refúgio na Europa
A Europa enfrenta atualmente uma grave crise de refugiados e migrantes. Desde o início de 2015, mais de 300 mil pessoas tentaram chegar ao continente por meio de travessias perigosas no Mediterrâneo. O fluxo intenso de pessoas está relacionado à situação de conflitos armados e de perseguição existente em vários países, principalmente na Ásia e na África.
Segundo cálculo da Organização das Nações Unidas divulgado em julho, cerca de 62% dos que tentam chegar à Europa são considerados refugiados, ou seja, têm chances de receber asilo por fugir de perseguição, conflito ou guerra. Os demais são classificados como migrantes, o que significa que viajam em busca de melhores condições e não correm risco de vida em seu país de origem.
A situação na Europa parece ser apenas uma das peças que compõem o crítico quadro mundial de refúgio. Segundo o Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), atualmente cerca de 60 milhões de pessoas em todo mundo se encontram deslocadas devido a conflitos armados e perseguição de diferentes tipos. Desse total, 19,5 milhões buscam asilo em outros países e por isso são reconhecidos como refugiados.
Confira abaixo a situação nos principais países de origem dos refugiados e migrantes que tentaram chegar à Europa pelo Mediterrâneo entre janeiro e junho de 2015.

1º - Síria

Palestinos fazem fila para receber comida no campo de refugiados de Yarmouk, em Damasco (Síria), que foi atacado pela facção Estado Islâmico neste ano

A Síria mergulhou em uma violenta guerra civil em março de 2011, no contexto do levante popular conhecido como Primavera Árabe, após setores da população pegarem em armas para tentar derrubar o ditador Bashar al-Assad.
Desde então, o controle sobre o território do país está fragmentado entre forças leais a Assad e grupos insurgentes, como o Exército Livre da Síria e a frente al-Nusra, ligada à Al-Qaeda. O conflito abriu o caminho para que grupos radicais ganhassem força. É o caso da facção Estado Islâmico, que proclamou um califado na região em agosto de 2014e hoje controla mais de 50% da Síria.
Os quatro anos de guerra civil dilaceraram o tecido social desse país árabe e desataram a principal crise de refugiados desde a Segunda Guerra. Mais da metade dos cerca de 20 milhões de habitantes do país foi forçada a deixar suas casas.
Cerca de 7,6 milhões fugiram para outras partes da Síria, enquanto 4 milhões para outros países, principalmente os vizinhos Turquia, Líbano e Jordânia. Uma pequena parte desses refugiados busca asilo em países ricos da Europa, especialmente a Alemanha e a Suécia.
Segundo o Acnur, cerca de 34% das pessoas que tentaram entrar irregularmente na Europa pelo Mediterrâneo neste ano eram sírios.

2º - Afeganistão

Policiais afegãos vigiam mercado onde atentado a bomba com caminhão deixou sete mortos e mais de cem feridos

Abatido por diferentes conflitos desde o fim dos anos 1970, o Afeganistão se manteve no posto de principal origem de refugiados no mundo até o início da guerra na Síria.
A diáspora afegã formou-se em quatro principais ondas: durante a invasão soviética (1978 a 1989), na guerra civil (1992 a 1996), sob o regime fundamentalista do Taleban (1996-2001) e desde o início da intervenção militar liderada pelos Estados Unidos após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.
Atualmente, há 710 mil afegãos deslocados internamente e mais de 2,5 milhões de afegãos refugiados em outros países, sendo que 95% deles vivem nos vizinhos Paquistão e Irã. Desde 2002, mais de 3,8 milhões de pessoas refugiadas no Paquistão retornaram para o Afeganistão.
Nos últimos anos, o Taleban vem intensificando sua insurgência no Afeganistão para tentar recuperar a influência que tinha até ser deposto. Temendo a violência e a instabilidade política no país, muitos afegãos buscam asilo na Europa.
Cerca de 12% das pessoas que atravessaram o Mediterrâneo irregularmente rumo à Europa neste ano tinham nacionalidade afegã.

3º - Eritreia

Soldados da Eritreia ajudam família a erguer tenda em campo de refugiados em Afabet, devido a ofensiva da Etiópia

A Eritreia é governada pelo ditador Isaias Afworki desde sua independência em relação à Etiópia, em 1993. O país é considerado por muitos como a "Coreia do Norte africana", dados os seus altos índices de repressão.
Segundo o Acnur, muitas pessoas têm fugido da Eritreia devido à intensificação do recrutamento para o serviço militar, que é obrigatório e não tem duração previamente definida.
Atualmente, há mais de 216 mil refugiados da Eritreia nos vizinhos Etiópia e Sudão. Dada a precária qualidade de vida verificada nos campos de refugiados desses países, muitos eritreus têm buscado asilo em outras localidades, incluindo a Europa.
Cerca de 12% das pessoas que tentaram entrar irregularmente na Europa pelo Mediterrâneo neste ano eram eritreus.

4º - Somália

Campo de refugiados de Dadaab, no Quênia, que acolhe cidadãos somalis que fogem da seca e da violência em seu país

A Somália enfrenta um violento conflito desde a queda do ditador Siad Barre, em 1991, fazendo com que muitas pessoas tenham sido forçadas a deixar suas casas. A situação é agravada por secas esporádicas, que comprometem a segurança alimentar do país.
Em meio à instabilidade política, ganhou espaço na Somália a milícia radical islâmica Al-Shabaab, filiada à Al-Qaeda. Por vários anos, o grupo proibiu a presença de ajuda estrangeira em áreas do centro e do sul do país, dificultando a entrega de ajuda humanitária para populações em situação de risco.
Segundo o Acnur, há cerca de 1,1 milhão de pessoas deslocadas internamente na Somália e mais de 1 milhão de somalis refugiados em outros países, principalmente nos vizinhos Quênia, Etiópia e Iêmen.
Por volta de 5% das pessoas que atravessaram o Mediterrâneo tentando entrar na Europa neste ano tinham nacionalidade somali.

5º - Nigéria

Meninas resgatadas do Boko Haram pelo Exército da Nigéria esperam para receber roupas em campo de refugiados no país

A Nigéria busca fortalecer seu regime democrático, instaurado em 1999, mas enfrenta desafios como uma crise energética e uma onda de violência sectária.
Atualmente, o governo lida com a insurgência do grupo radical Boko Haram, que controla grandes porções de território no norte do país. Recentemente, o grupo declarou lealdade ao Estado Islâmico.
Confrontos violentos entre as forças de segurança e os insurgentes forçaram 1,3 milhão de nigerianos a fugir para outras partes do país, além de cerca de 150 mil pessoas que se refugiaram principalmente nos vizinhos Chade, Níger e Camarões.
Os nigerianos correspondem a cerca de 5% dos refugiados e migrantes que tentaram chegar à Europa pelo Mediterrâneo neste ano.


- web7 - cheap3